RESUMO: Agricultura no Mundo Desenvolvido

ATIVIDADE AGRÍCOLA
A agricultura é uma atividade da humanidade e provavelmente foi a responsável pela primeira grande transformação do espaço geográfico mundial. Ela surgiu no período Neolítico, quando os primeiros povos passaram de um tipo de vida nômade para sedentário e assim necessitaram do cultivo de plantas e domesticação de animais para sobreviverem.
As primeiras civilizações que praticaram a agricultura foram as que se concentravam as margens dos rios Tigre e Eufrates, e como nessas regiões a terra era bastante propícia para a agricultura, houve um excedente de produção que possibilitou o comércio.

DA REVOLUÇÃO AGRÍCOLA À REVOLUÇÃO VERDE

Graças à revolução industrial, evoluíram as técnicas agrícolas, que possibilitaram o ser humano aproveitar melhor o espaço em que se cultivava, ampliando, assim, a área de cultivo. Esse desenvolvimento tecnológico ficou conhecido como Revolução Agrícola.
Com o melhor proveito do espaço agrícola, ocorreu um aumento na produtividade que foi muito bom, pois o percentual de elevação da população urbana era cada vez maior devido a industrialização nas grandes cidades e ao êxodo rural. Levando em conta que a indústria proporcionava as bases técnicas para aprimorar o cultivo, cada vez que se aumentava o número de mão-de-obra nas cidades e o lucro gerado pela produção, aumentava-se o número de máquinas trabalhando no campo e assim mais trabalhadores viam para as cidades em busca de emprego.
OBS.: A agricultura usada pelos europeus na era imperialista desde o século XVI ao século XIX foi o Plantation, tipo de produção voltada para somente um produto agrícola (monocultura), e usada para a exportação.
Após a segunda guerra mundial, os países desenvolvidos criaram uma estratégia de elevação da produção agrícola mundial, pois suas colônias na África e Ásia haviam declarado independência. Essa estratégia ficou conhecida como Revolução Verde. Feita nos Estados Unidos, essa estratégia objetivava combater a fome e a miséria nos países subdesenvolvidos, por meio de novas técnicas de agricultura, mecanização de equipamentos, fertilizante e sementes selecionadas que constituíam um “pacote tecnológico” oferecido pelas grandes potencias.
Porém, as sementes geneticamente modificadas, produzidas nos países desenvolvidos, não eram capazes de enfrentar as condições climáticas, doenças e insetos dos países subdesenvolvidos. A solução foi à utilização de fertilizantes e adubos, também comprados dos países ricos, para acabar com as pragas tropicais, aumentando mais ainda a dependência desses países.
Portanto pode-se dizer que nos países subdesenvolvidos, a Revolução Verde somente aumentou a distância entre os agricultores ricos, que tinham poder aquisitivo para obter o “pacote tecnológico”, e os agricultores pobres que sofriam com a queda dos preços.
Essas condições de mercado fizeram com que muitos agricultores abandonassem suas terras e assim essas terras eram incorporadas pelos grandes latifundiários. Desse modo, apesar da Revolução Verde ter contribuído com o desenvolvimento de novas tecnologias e o aumento dos alimentos no planeta, causaram a agravação dos problemas de concentração rural em vários países.

Biotecnologia e a nova Revolução Agrícola

A biotecnologia é o conjunto de tecnologias aplicadas à biologia, utilizadas para manipular geneticamente plantas, animais e microorganismos por meio da seleção, cruzamentos naturais e transformações no código genético. A biotecnologia vem sendo estudada desde 1950, mas somente se desenvolveu nas dedas de 1970 e 1980. Embora a biotecnologia tenha impulsionado de forma espontânea a Revolução Verde, ela também esta ligada a clonagem, indústrias farmacêuticas, conservantes e etc.
Uma das aplicações da biotecnologia na agricultura é, por meio da engenharia genética, fazer a modificação genética de sementes para torná-las mais fortes, para aumentarem de tamanho, para retardar a deterioração, para terem gostos mais acentuados e etc.
A utilização da biotecnologia na agropecuária é muito discutida, pois na pecuária são utilizadas injeções de hormônios para aumentar a capacidade reprodutiva, o crescimento e o peso dos animais. Assim como na agricultura que se discute sobre os danos a saúde do ser humano causados pelos alimentos transgênicos.
Além disso, as novas variedades genéticas são produzidas por grandes corporações multinacionais, cujas mudas de sementes têm sido patenteadas. Essas novas variedades só podem ser produzidas mediante a patente e ao pacote tecnológico, portanto, países subdesenvolvidos acabam não tendo acesso a essas novas variedades.
Outro problema que a biotecnologia pode trazer são os danos à produção de alimentos. Pois cada vez mais ocorre a homogeneidade das produções, pois os agricultores optarão por plantas mais resistentes e que propiciem mais lucro.

Agricultura Orgânica
Ao mesmo tempo em que a engenharia genética enfrenta desafios e a biotecnologia avança a passos largos, a prática da agricultura orgânica vem ganhando vários adeptos nos países desenvolvidos e também em subdesenvolvidos, com a utilização de métodos naturais para o controle do solo e das pragas.
Desse modo a agricultura orgânica é uma pratica que pode contribuir muito para a redução dos danos ao ecossistema causados pelos agrotóxicos. Muitos países já vêm à agricultura orgânica como a próxima causadora de uma revolução agrícola, devido à grande discussão dos ecossistemas do planeta e da boa alimentação.


POLÍTICA AGRÍCOLA E MERCADO NO MUNDO DESENVOLVIDO

Entre os temas mais polêmicos discutidos na OMC (Organização Mundial do Comércio) estão às reivindicações dos países subdesenvolvidos, que pede a redução dos subsídios para a produção agrícola e o fim da proteção dos mercados internos dos países desenvolvidos que impõem altas tarifas de importação de alimentos. A reforma política agrícola nos países desenvolvidos é um dos pontos mais importantes para o Brasil, já que os produtos desses países perdem competitividade nesses mercados.
Essas tarifas elevadas implicam nos preços dos produtos e isso deixa o consumidor de países desenvolvidos descontente. A elevada taxa de importação feita pelos países ricos agrava ainda mais os problemas econômicos e sociais dos países dependentes, países esses como Japão, EUA e União Européia, que iremos discutir a seguir.

Política Agrícola no Japão
A política econômica japonesa defende o seu mercado doméstico dos produtos importados, a renda derivada dos impostos agrícola é convertida em subsídio para os agricultores japoneses. Assim, ocorre uma grande diminuição das despesas totais pagas pelo agricultor e, portanto um maior número de investimentos no setor agrícola.
O produto mais cultivado no Japão é o arroz, mais não por isso ele é o mais barato, pois assim como a frutas, legumes, carnes, laticínios e grãos, possuí uma demanda muito grande e pouco espaço para se cultivar devido ao relevo do país, assim, causando um aumento dos preços internos.
Política Agrícola Comum (PAC) Da União Européia
O PAC da Europa Unificada foi criada em 1962. Desde sua criação, se baseia no mecanismo de proteção agrícola por meio de taxas dos produtos importados e subvenção à produção comunitária e de subsídios à exportação para garantir a venda de excedentes.
Com o PAC, a União Européia pode elevar a sua produção agrícola de forma que ficou auto-suficiente nesse setor, e como é constituída por vários países e assim diversas terras e tipos climáticos, possui uma grande diversidade na sua agricultura sendo uma grande exportadora e importadora de produtos agrícolas.

Política agrícola nos Estados Unidos

Os EUA possuem hoje o maior índice de produtividade agrícola do planeta. Apesar de empregarem apenas 3% da sua população economicamente ativa nesse setor, são os maiores produtores e exportadores do mundo.
Devido à estreita relação entre à agricultura e a indústria e à consequente intensificação do processo de mecanização do setor agrícola. Assim, os EUA conseguem fazer uma integração do setor agrícola e industrial e é por isso que hoje são os maiores em quase tudo que fazem.
Existem quatro características marcantes na agricultura dos EUA:
* Atuação em vários países do mundo, por meio de empresas que produzem , distribuem e comercializam alimentos, como na América central.
* Forte investimento em biotecnologia, por meio de instituições de pesquisa de novas tecnologias.
* Organização do espaço agrário nos cinturões agrícolas, onde predomina determinado produto, adaptado às condições de clima, solo e mercado.
* Elevado grau de mecanização em todas as etapas do processo, do cultivo ao beneficiamento do produto.

Uma das diferenças dos EUA para a União Européia e o Japão é o fato de os EUA dar subsídios para os produtores, mas sem descontar nos cidadãos com preços altos, o que faz com que os produtores consigam exportar seus produtos e também faz com que o dinheiro circule internamente com os preços baixos e dinheiro circulando é sinônimo de lucro.